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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O QUE SIGNIFICA VOLTAR AO PRIMEIRO AMOR - IGREJA DE ÉFESO

Éfeso era o lugar de situação da primeira congregação que Jesus abordou no Apocalipse e o Novo Testamento nos diz mais acerca da história dessa igreja do que acerca de qualquer das demais. Plantada por Paulo durante uma breve visita, essa congregação foi alimentada por Priscila e Áquila, cooperadores de Paulo, e depois pelo eloquente expositor Apolo (Atos 18.19-28). 
Em seguida, Paulo retornou a Éfeso para um extenso período de ministério (três anos), marcado pela vitória do evangelho e do Espírito de Cristo sobre os poderes demoníacos e os aguerridos interesses comerciais em torno do mundialmente famoso templo de Ártemis que havia na cidade (19.1-41). Depois, despedindo-se dos presbíteros efésios, Paulo os convocou a serem vigilantes em proteger as ovelhas de Deus dos “lobos vorazes” e falsos pastores (20.29-30).
          Escrevendo da prisão ainda mais tarde, Paulo convocou essa igreja à “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus”, uma maturidade que os capacitaria a permanecer firmes contra a “artimanha dos homens” e a “astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14). O apóstolo insistiu para que a igreja exercesse o discernimento teológico: “Ninguém vos engane com palavras vãs” (5.6).
          Agora, em sua revelação a João, o Senhor da igreja se identifica como aquele que “conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apocalipse 2.1), governando as suas igrejas e habitando nelas por meio do seu Espírito, à medida que elas mantêm acesa a luz do evangelho em um mundo espiritualmente anoitecido.
         Ao andar por entre as suas igrejas, muito do que Jesus vê em Éfeso atrai a sua aprovação. A igreja guardou no coração as advertências de Paulo quanto aos predadores de fora e os enganadores de dentro; por isso, Jesus elogia a igreja por seu discernimento teológico em expor apóstolos fraudulentos (v. 2) e recusar-se a tolerar os nicolaítas, cujo comportamento o próprio Cristo odeia (v. 6). A perspectiva dos nicolaítas, sem dúvida, era bem conhecida das igrejas do primeiro século, mas nós hoje devemos ser cautelosos em descrever o seu erro. A partir da reprovação de Jesus à igreja em Pérgamo (a qual, diferente da igreja efésia, tolerava o seu ensino), nós inferimos que os nicolaítas, assim como Balaão muito tempo antes, seduziam o povo de Deus à prática da imoralidade sexual e aos banquetes idólatras (vv. 14-15).
          A recusa dos efésios em tolerar as práticas nicolaítas pode estar relacionada a outra qualidade pela qual Cristo os elogia: por causa do nome de Jesus, eles suportaram o sofrimento, sendo marginalizados em uma cidade na qual a vida econômica era governada pelo crescente turismo religioso e pelo setor bancário, ambos associados ao Templo de Ártemis, assim como pela fama de Éfeso como um centro de artes ocultas (ver Atos 19.19-41). Recusar-se a participar das celebrações pagãs das corporações de ofício de Éfeso e de seu celebrado marco era arriscar-se à ruína financeira, mas esses cristãos estavam “[suportando] provas por causa do [seu] nome” (Apocalipse 2.3).
      Contudo, Jesus também encontrou uma falha em sua congregação “valente pela verdade”: “abandonaste o teu primeiro amor” (v. 4). Alguns pensam que o “primeiro amor” do qual Éfeso havia caído era a sua devoção ao próprio Cristo. Todavia, diferentemente das problemáticas igrejas em Pérgamo, Tiatira, Sardes e Laodiceia, a igreja efésia não era culpada de flertar com os inimigos de Cristo nem de esfriar em seu zelo por seu Rei. Faz mais sentido concluir que o “teu primeiro amor”, que havia esmorecido, era o seu amor uns pelos outros. Paulo havia ensinado àquela igreja que a sua saúde enquanto corpos de Cristo dependia de “falar a verdade em amor” (Efésios 4.15). Mas parece que aquele importante qualificador – “em amor” – havia sido menosprezado em sua zelosa defesa da verdade. As suas palavras eram fiéis à Palavra, mas eles estavam falhando em “[voltar] à prática das primeiras obras” (Apocalipse 2.5).
          Manter-se firmemente agarrado a ambos os pilares – verdade e amor – é um desafio constante para pecadores redimidos, que oscilam como pêndulos de um extremo a outro. Com muita frequência, igrejas e seus líderes ou permanecem firmes em favor da verdade bíblica de um modo vigoroso, mas sem amor, ou então preservam uma aparente unidade e amor, porém à custa da verdade. Certamente, quando a verdade do evangelho verdadeiramente alcança nosso coração, isso resulta em amor pelos outros; e, do mesmo modo, o amor que agrada a Jesus cresce apenas no solo fértil da fidelidade à verdade divina. A solene ameaça de Jesus de remover o candeeiro efésio – de apagar o testemunho de amor pela verdade daquela congregação em meio à sua comunidade pagã – nos mostra quão seriamente ele considera a sua ordem de unirmos a fidelidade doutrinária à Bíblia ao amor sacrificial pelos santos.
        Contudo, a sua palavra final não é de ameaça, mas de promessa. Falando não apenas a uma igreja, mas a todas, ele faz uma promessa “ao vencedor”. Assim, “vencer” o maligno é combinar o compromisso com a verdade de Cristo a um ardente amor por sua família. A esses vencedores, o descendente da mulher, que foi ferido mas venceu, há de abrir o paraíso, dando do fruto da árvore da vida àqueles que falam a verdade em amor (2.7).
Por: Dennis Johnson. © 2009 Minsitério Ligonier. Original: The Letter to the Church in Ephesus.
Este artigo faz parte da edição de Maio de 2009 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2015 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: As Sete Igrejas de Apocalipse: Éfeso.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Esboço de sermão: Recomeço

       

 Texto básico: Eclesiastes 3:1
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.



Introdução.
O texto de Eclesiastes afirma com muita propriedade sobre a necessidade de fazermos tudo no devido tempo, nem antes ou depois, exatamente no tempo certo.
Há tempo para se dedicar aos estudos, paquerar, namorar, trabalhar, casar, fazer sexo, cuidar das pessoas, etc.
Entre muitas coisas que precisamos fazer de vez em quando é recomeçar, os recomeços são mais difíceis que os começos.
Nos começos estamos diante do novo, algo a ser feito, há esperança ver a conclusão, o desfecho do que estamos fazendo, as expectativas nos deixam supermotivados.
Já os recomeços, geralmente, são doloridos, frutos de algo que não deu certo anteriormente. Via de regra temos que recomeçar por conta dos nossos erros, decisões impensadas e precipitadas, avaliações mal feitas e, principalmente, não ter consultado o Senhor.


Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos agora você vai dar pra frente.
Provérbio Chinês

Nesta noite vamos aprender com alguns personagens bíblicos que passaram por grandes recomeços em suas vidas, conheceremos algumas maneiras do Senhor nos encaminhar a um grande recomeço.

Desenvolvimento.
1.    Davi – Deus tomou.
2 Samuel 12:13-18
13. Então Davi disse a Natã: "Pequei contra o Senhor!" E Natã respondeu: "O Senhor perdoou o seu pecado. Você não morrerá.
14. Entretanto, uma vez que você insultou o Senhor, o menino morrerá".
15. Depois que Natã foi para casa, o Senhor fez adoecer o filho que a mulher de Urias dera a Davi.
16. E Davi implorou a Deus em favor da criança. Ele jejuou e, entrando em casa, passou a noite deitado no chão.
17. Os oficiais do palácio tentaram fazê-lo levantar-se do chão, mas ele não quis, e recusou comer.
18. Sete dias depois a criança morreu.

Davi havia pecado contra o Senhor, adulterou com Bate-seba, mulher de Urias, um de seus generais, mandou colocá-lo na linha de frente da batalha a fim de ser morto e a esposa ficar livre.
A vida de Davi havia entrado em grande conflito, a angústia invadiu sua alma, as consequências de suas escolhas bateram à porta com toda força. O poderoso Rei Davi, temido entre as nações, fora derrotado por si próprio.
A vergonha do pecado, dor da perda e o arrependimento foram a mola propulsora do recomeço de Davi.
2º Samuel 12:13-14
13. Então Davi disse a Natã: "Pequei contra o Senhor!" E Natã respondeu: "O Senhor perdoou o seu pecado. Você não morrerá.
14. Entretanto, uma vez que você insultou o Senhor, o menino morrerá".
O que você perdeu por causa do pecado? O que te foi tirado por causa das tuas decisões equivocadas? Quanto de sofrimento e angústia brotaram em sua vida por atender os desejos escusos de teu coração?

"Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser."
Charles Chaplin

2.    Ezequias – Deus deu.
2º Reis 20:1-6
1. Naqueles dias adoeceu Ezequias mortalmente; e o profeta Isaías, filho de Amós, veio a ele e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.
2. Então virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo:
3. Ah, Senhor! Suplico-te lembrar de que andei diante de ti em verdade, com o coração perfeito, e fiz o que era bom aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.
4. Sucedeu, pois, que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor dizendo:
5. Volta, e dize a Ezequias, capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor.
6. E acrescentarei aos teus dias quinze anos, e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e ampararei esta cidade por amor de mim, e por amor de Davi, meu servo.
Ezequias foi um dos reis mais piedosos de Israel, fazia tudo o que o Senhor mandava, era temente e fiel.
Sua vida de intimidade com Deus fez com que ele pudesse dizer, em sua súplica pela vida, que andara diante de d’Ele em verdade, com o coração perfeito, e fez o que era bom aos olhos do Senhor.
O recomeço de Ezequias surgiu diante de uma situação em que estava completamente impotente, sem saída, um aviso de morte do próprio Deus.
Observe que Ezequias não havia pecado, nada esta errado, estava fazendo tudo certo e, mesmo assim, um tsunami estava devastando o que tinha de mais importante, a própria vida.
Muitas vezes estamos vivendo algo semelhante a Ezequias, temos a convicção de que estamos buscando a presença do Senhor, parece que quanto mais buscamos a face do Senhor mais as coisas se complicam.
O recomeço de Ezequias teve início quando expôs sua aflição diante de Deus por causa das más notícias, não fez questionamentos, os famosos POR QUE da vida, não reclamou ou resmungou, também não fez qualquer pedido, apenas clamou ao Senhor em prantos, quebrantou-se, derramou-se diante de Deus.

Conclusão.
Pedro – Jesus acolheu.
João 21:15-18
15. E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.
16. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
17. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
18. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.
Pedro caminhara com Jesus por três longos anos, era um dos três mais achegados ao Mestre, juntamente com Tiago e João, presenciara muitos milagres, esteve aos pés de Cristo enquanto Ele proferia o maravilhoso sermão da montanha, participou dos debates com os religiosos da época, tinha uma história linda caminhando com Jesus.
Contudo em um momento de aperto, dificuldade, medo o negou. Tudo o que tinha vivido e presenciado, todo o amor que recebera, todos os compromissos e votos feitos a Jesus, toda a renúncia que fizera, todas as experiências em que foi usado por Deus para abençoar vidas foram deixadas de lado.
NÃO O CONHEÇO!
Muitos de nós está dizendo ainda hoje com nossas atitudes, NÃO O CONHEÇO.
Mas você não trabalhou no meu encontro com Deus? NÃO, NÃO FUI EU;
Mas você não pastoreava crianças? NÃO, NÃO ERA EU;
Mas você não ministrava louvores? NÃO, JÁ DISSE QUE NÃO;
Não era você que estava no CEO se derramando e fazendo uma aliança com Deus? Não era você que orava em sua casa e lia a Bíblia todos os dias? Não era você que as pessoas pediam uma palavra de Deus para ajudá-las? Não era você que aconselhava os amigos a não desistirem de caminhar com o Senhor? Não era você que alertava as pessoas sobre os perigos de voltar para as coisas do mundo?
NÃO, NÃO E NÃO, NUNCA CONHECI JESUS!
Ao reencontrar Pedro, Jesus não o acusou do abandono, não o lembrou das três vezes que O negou, não disse o quanto aquilo o havia entristecido. Não houveram cobranças, Jesus apenas fez Pedro lembrar o tamanho do amor que tinha pelo Mestre.

Nesta noite o Senhor está disposto a te dar a oportunidade de recomeçar a caminhada com Cristo, a recomeçar os relacionamentos abandonados, a recomeçar a vida!