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sábado, 7 de fevereiro de 2015

COMO A GRAÇA DEVERIA IMPACTAR A EXECUÇÃO DO SEU TRABALHO

Quando alguém pensa em seu trabalho sendo “cristão,” todo tipo de imagem perturbadora vem à mente:
  • Abrir um salão de beleza chamado “Você Muito Melhor” ou uma livraria chamada “E Lias”.
  • Fazer momentos constrangedores de evangelismo nas chamadas promocionais.
  • Desafiadoramente dizer “Feliz Natal” ao invés de “Boas Festas” na fila do caixa, ou furtivamente dizer “Tenha um dia abençoado” na saudação.
  • Colar pôsteres de opções de estudo bíblico no horário de almoço ou enviar spamssobre visões da Virgem Maria no Equador.
Talvez você se lembre do incidente de 2004 com um piloto da American Airlines que, em seus anúncios antes do voo, pedia a todos os cristãos a bordo do avião que levantassem a mão. Ele então sugeria que durante o voo, os outros passageiros conversassem com essas pessoas sobre a fé deles. Ele também disse aos passageiros que ele ficaria feliz em conversar com qualquer um que tivesse dúvidas. É compreensível que isso fazia as pessoas surtarem: o piloto do seu avião falando com você sobre se você vai ou não se encontrar com Jesus?[1] Embora eles pudessem admirar o zelo do cara, muitos empresários cristãos pensam: “Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sem ser demitido.”
Muitos cristãos pensam que simplesmente não dá para servir o reino de Deus no trabalho, e que o trabalho desse reino acontece “após o expediente” — voluntariando-se no berçário da igreja, frequentando grupos pequenos, indo a uma viagem missionária, servindo na cantina. A maioria pensa que o nosso trabalho é uma necessidade que deve ser suportada para colocar comida na mesa, e que o interesse de Deus no fruto de nosso trabalho é primariamente que entreguemos os nossos dízimos.
A Bíblia oferece uma perspectiva bem diferente. A Escritura nos ensina como servir a Deus através de nosso trabalho, não apenas após o trabalho. A Bíblia diz palavras claras e radicais às pessoas no local de trabalho, nos mostrando que mesmo o mais subalterno deles possui um papel essencial na missão de Deus.
De fato, certamente não é coincidência que a maioria das parábolas que Jesus contou tinha como contexto um local de trabalho, e que dos quarenta milagres registrados no livro de Atos, trinta e nove ocorreram fora do cenário de uma igreja. O Deus da Bíblia parece tão preocupado em demonstrar seu poder fora dos muros da igreja, quanto dentro.
Quero sugerir cinco qualidades que tornam o trabalho “cristão.” Por “cristão” neste contexto eu quero dizer “feito através da fé em Jesus Cristo.” Portanto, o trabalho que é cristão terá cinco qualidades: (1) cumpre a criação, (2) busca a excelência, (3) reflete santidade, (4) demonstra redenção e (5) avança em missões.
O trabalho cristão cumpre a criação
Quando Deus colocou Adão no Jardim do Éden, ele não disse simplesmente para ele se manter longe de certas maçãs podres. Deus colocou Adão no jardim “para cultivá-lo e guardá-lo” (Gênesis 2:15). Lembre-se que Deus disse isso antes da maldição, indicando que o trabalho não era uma punição infligida em Adão por seu pecado, mas era parte do desígnio original de Deus. O primeiro propósito que Deus tinha em mente para Adão não era ler uma Bíblia ou orar, mas ser um bom jardineiro.
A palavra hebraica ‘abad, traduzida por “cultivar,” mostra exatamente o que Deus quer dizer: tem a conotação de preparar e desenvolver. Adão foi colocado no jardim para desenvolver sua matéria-prima, para cultivar um jardim. Cristãos podem cumprir o propósito criado por Deus da mesma maneira, tomando a matéria-prima do mundo e desenvolvendo-as. Isso está acontecendo o tempo todo, tanto por crentes quanto por incrédulos. Empreiteiras pegam areia e cimento e os usam para criar prédios. Artistas tomam cor e música e os harmonizam em arte. Advogados tomam princípios de justiça e os codificam em leis que beneficiam a sociedade.
Este é o plano de Deus. Martinho Lutero, o famoso reformador alemão, coloca desta maneira: “Quando oramos a Oração do Senhor, nós pedimos que Deus nos dê ‘o pão nosso de cada dia.’ E ele nos dá nosso pão diário. Ele faz isso através do fazendeiro que plantou e colheu o grão, o padeiro que transformou a farinha em pão, a pessoa que preparou nossa refeição.”
O que isso significa é que a vocação secular de um cristão ajuda a mediar o cuidado ativo de Deus no mundo. Deus está ativo através do trabalho de uma pessoa para assegurar que famílias estejam alimentadas, que lares sejam construídos, que a justiça seja cumprida. Muitos cristãos trabalham de má vontade quando deveriam festejar o fato de que Deus os está usando, em qualquer que seja o pequeno papel, para cumprir seus propósitos.
Outro grande exemplo disso vem do clássico filme Carruagens de Fogo. O filme mostra um atleta de corrida cristão, Eric Liddell, em sua preparação para as Olimpíadas de 1924. Em um ponto do filme, Liddell é confrontado com a objeção à sua carreira de que há questões mais urgentes na vida de um cristão do que meramente correr. Liddell responde: “Eu acredito que Deus me criou para um propósito, mas ele também me criou rápido. E quando eu corro, sinto o prazer de Deus.” Em um momento ou outro, enquanto trabalhamos em algo que amamos ou em algo que somos bons, muitos de nós temos um sentimento similar. É como se sentíssemos dentro de nós, bem literalmente: “Eu fui feito para isso.”
O trabalho cristão busca a excelência
Se nosso trabalho é feito “para Deus,” ele deve ser feito de acordo com os mais altos padrões de excelência. Paulo diz: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17). Isso deveria ser verdade quer recebamos qualquer recompensa por nosso trabalho ou não, e mesmo se nunca ninguém notar.
Sejamos honestos: é desmoralizante trabalhar para alguém que não nos dá crédito por aquilo que fizemos, ou pior, alguém que reage oferecendo apenas feedbacks negativos. Um chefe ruim pode transformar um trabalho que seria satisfatório em um absoluto terror. Numa situação como essa, a maioria das pessoas perde a motivação de trabalhar com excelência. “Afinal,” elas podem pensar, “qual o sentido de trabalhar duro? Ninguém vai notar de qualquer maneira, e mesmo que eles notem, eu certamente não ganharei o crédito por isso.” Essa pode ser uma resposta razoável, mas não é uma resposta cristã.
Cristãos devem buscar a excelência em seus trabalhos não porque eles querem impressionar seus chefes ou porque trabalhar duro leva a um pagamento melhor, mas porque eles trabalham para Cristo. C.S. Lewis uma vez observou como vales nunca antes descobertos pelos olhos humanos ainda são cheios de belas flores. Para quem Deus criou aquela beleza, se olhos humanos nunca a veriam? A resposta de Lewis era que Deus faz algumas coisas apenas para seu próprio prazer. Ele vê mesmo quando ninguém mais vê.
Essa perspectiva adiciona um novo significado para toda tarefa que os crentes executarem, mesmo que eles saibam que nunca serão reconhecidos. Eles não precisam mais da aprovação dos outros em seus trabalhos, porque não mais trabalham primariamente para outros. Eles trabalham em primeiro lugar para Cristo, e ele merece o melhor deles.
Na realidade, contudo, pouquíssimos trabalhos passam desapercebidos, especialmente se malfeitos. Um cristão com uma ética trabalhista medíocre ou um desenvolvimento acadêmico desleixado dá ao mundo um terrível testemunho de Cristo. Ele pode dizer com sua boca que “Jesus é Senhor,” mas quando ele não se importa em entregar seus trabalhos a tempo ou respeitar seu chefe, ele está dizendo mais alto ainda: “Eu mesmo sou senhor.” Ao trabalhar com excelência, os cristãos não apenas servem a Deus, mas também demonstram uma atitude de serviço ao mundo.
O trabalho cristão reflete santidade
Se cristãos trabalham para Deus, isso deveria inerentemente fazê-los trabalhar com excelência. Mas saber que Deus vê tudo o que fazemos deveria também fazer-nos trabalhar com integridade. Trabalho que é “cristão” nos conformará aos mais altos padrões de ética.
Paulo procede em Colossenses explicando que tudo o que fazemos é feito com respeito ao nosso Mestre que nos assiste dos céus, a quem prestaremos conta (Colossenses 3:23-25). Isso significa, Paulo disse, que mesmo quando nosso chefe é um idiota (e muitas pessoas para quem Paulo estava escrevendo literalmente pertenciam a seus chefes!), cristãos fazem seu trabalho para Deus. Nosso trabalho deve deixar evidente que nós servimos a um Deus de justiça e bondade. Isso significa que chefes cristãos devem se preocupar menos com as críticas, e mais com o fato de que eles prestarão contas a um Mestre celestial. Funcionários cristãos não devem fazer nada de forma descuidada ou mentir sobre quanto trabalho eles tiveram. A ética nos negócios realmente importa, porque através dela nós espelhamos o caráter de Deus. Deus diz que “balança enganosa” — trabalhos malfeitos, balancetes falsificados, folhas de ponto inexatas, etc. — são uma “abominação” a ele (cf. Provérbios 11:1). Uma ética medíocre nos negócios não é uma questão insignificante.
O trabalho cristão demonstra redenção
Se cristãos agissem em seus empregos com equidade e justiça, só isso já os diferenciaria. Mas aqueles que foram tocados pelo evangelho não tentam meramente abraçar altos padrões éticos; eles vivem suas vidas com uma perspectiva de gratidão radicalmente transformada. O que Cristo fez ao nos redimir para o Pai produz uma resposta natural de graça para com outros.
Eu recentemente ouvi uma história sobre uma jovem recém-formada que conseguiu um emprego na Madison Avenue, em uma das mais prestigiadas firmas de propaganda. Com pouco tempo de empresa, ela cometeu um erro que custou à companhia aproximadamente US$25.000. A Madison Avenue não é um mundo definido pela graça e ela esperava ser demitida no fim do dia. Seu chefe, contudo, compareceu diante da diretoria e os convenceu sobre permitir que a culpa pelo erro dela recaísse sobre ele mesmo. Quando essa jovem mulher ouviu o que o seu chefe havia feito, ela foi até ele em lágrimas. Ela lhe perguntou o motivo pelo qual, naquela atmosfera absurdamente competitiva, ele escolheria colocar seu próprio pescoço no lugar do dela. Ele respondeu compartilhando como Jesus tinha feito algo similar por ele, tomando sobre si a ira que ele merecia. Por causa da grande graça que Jesus mostrou para com ele, ele queria demonstrar uma graça similar para com outros quando tivesse a oportunidade.
Isso significa que devemos enxergar nosso trabalho com um propósito diferenciado. Nós não procuramos mais apenas subir de posição ou maximizar nosso lucro pessoal. Se verdadeiramente tocados pela graça, cristãos empregados começam a usar seus recursos para abençoar aqueles em necessidade.
Alguns cristãos podem contestar uma perspectiva como essa. Graça é algo que se aplica ao âmbito espiritual, eles podem dizer, mas não nos negócios: “Eu trabalhei por aquilo que tenho — eu conquistei!”, eles podem dizer. Uma pessoa pode certamente sentircomo se tivesse conquistado tudo o que tem, mas onde ela conseguiu sua ética trabalhista cabeça-dura? Sua inteligência? Tudo isso é graça de Deus. Por decreto de quem ela cresceu nos Estados Unidos ao invés de nascer em uma favela brasileira? Certamente não foi por seu próprio decreto — isso também foi graça de Deus. O próprio ar que ela respirou e a comida que ela comeu lhe foram dados como presentes da graça. Jesus ensinou que o reino de Deus pertence àqueles que são “pobres de espírito” — aqueles que reconhecem que tudo o que eles têm é um presente da graça. Os “classe-média de espírito,” que creem que estão apenas colhendo o fruto de seu trabalho, não conhecerão nada do reino de Deus, porque eles não têm o conceito da magnitude da graça de Deus em suas vidas. Quando alguém entende o quanto deve à graça, começará a ver cada situação em que estão, seja nos negócios ou na igreja, como um lugar não para ser servido, mas para servir.
O chamado para entregar nossas vidas pelo reino de Deus não é uma tarefa especial de poucos consagrados. Todos os discípulos de Jesus são chamados a verem suas vidas como sementes a serem plantadas para o reino de Deus. Jesus disse que se sua vida fosse uma festa, ela deveria ser dada àqueles que não podem nos pagar de volta. Às vezes eu penso que nós inventamos toda essa linguagem de “chamado ao ministério” para mascarar o fato de que a maioria das pessoas em nossas igrejas não estão vivendo como discípulos de Jesus.
O trabalho cristão avança em missões
O trabalho feito pelos discípulos de Jesus deve ser feito tendo em vista a Grande Comissão. Em Atos, vemos que Deus usou ministros não-vocacionados (talvez empresários, médicos, escravos, quem sabe!) para levar o evangelho pelo mundo a lugares que os apóstolos nunca tinham ido. Lucas registra que a primeira vez que a igreja “foi por todo lugar pregando a palavra,” os Apóstolos não estavam envolvidos (Atos 8:1). Ele também registra que quando Paulo finalmente chega a Roma para pregar a Cristo lá, ele é saudado por “irmãos” hospitaleiros, que parecem ter estado lá por algum tempo (Atos 28:7). Nas anotações de Steven Neill no clássico História das Missões, dos três grandes centros de plantação de igreja do mundo antigo (Antioquia, Alexandria e Roma), nenhum foi fundado por um apóstolo.
Da mesma maneira, os cristãos no mercado de trabalho hoje são capazes de acessar mais facilmente lugares estratégicos e não alcançados. A globalização, as revoluções na tecnologia e a urbanização deram à comunidade dos negócios acesso quase universal.
Habilidades seculares são necessárias para dar aos cristãos acesso a países que, de outra maneira, rapidamente rejeitariam sua presença. Os países que têm mais necessidade de uma presença do evangelho — aqueles chamados “janela 10-40” — são devastados pela pobreza e pelo desemprego. Tais lugares precisam tanto das palavras do evangelho quanto do reflexo tangível do amor de Deus que os negócios podem proporcionar. Milhões nessa região estão sem trabalho e sem o conhecimento de Cristo.
Um exemplo, apesar de haver dúzias de outros exemplos, é a nação do Irã. O Irã é uma área não alcançada em necessidade desesperadora do evangelho. Hoje mesmo, há 10 milhões de pessoas buscando um emprego no Irã, um número que pode chegar a 20 milhões nos próximos 15 anos. Como lugares como esse serão alcançados? O Irã pode ser alcançado através dos esforços de empresários cristãos comuns, levando suas habilidades e especialidades para o exterior. Isso pode não ser o caminho para todos os cristãos, mas talvez Deus o esteja desafiando a considerar dedicar seu trabalho para os seus propósitos de avanço de missões.
Nem todo cristão, é claro, será levado a executar seus negócios em um povo não alcançado. Mas os discípulos de Jesus devem sempre fazer seu trabalho tendo em vista a Grande Comissão. Uma “visão missional” para o trabalho cristão é fazê-lo bem, e fazê-lo, se possível, em algum lugar estratégico. Provérbios 22:29 diz: “Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.” Crentes que executam bem o seu trabalho podem ser grandemente usados no trabalho da Grande Comissão. Sua excelência nos negócios pode dar-lhes audiências com os “reis” e com os influentes dos povos mais difícieis de serem alcançados do mundo.
Deus está interessado em como os cristãos executam seus trabalhos, e ele quer estar envolvido neles. Seu trabalho pode fazer uma diferença eterna na vida daqueles com quem você trabalha, daqueles para quem você trabalha e daqueles que você serve através do seu emprego. Permita que a transformação do evangelho mude a maneira pela qual você enxerga e executa o seu trabalho. Você foi redimido pela graça — agora viva essa graça no contexto do seu emprego. Você pode nunca mais olhar para o trabalho da mesma maneira novamente.
[1] http://www.travelkb.com/Uwe/Forum.aspx/air/2002/American-Airlines-Preaching-Pilot [Em inglês] Encontrado em John Dickson, The Best Kept Secret of Christian Mission (O Segredo Mais Bem Guardado da Missão Cristã) (Zondervan, 2010), 172-173.
Tradução: Alan Cristie
Fonte: wwwministeriofiel.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

AS MÃOS QUE NÃO PEGARAM EM PEDRA


Áudio da ministração AS MÃOS QUE NÃO PEGARAM EM PEDRA.
Realizada na noite do dia 19 de agosto de 2012 no Ministério Batista Lemuel


AS MÃOS QUE NÃO PEGARAM EM PEDRAS


Texto básico: João 8:1-11

Introdução.
Jesus seguia seu caminho, fazia aquilo que havia sido determinado desde a fundação do mundo.
Passou a noite no monte das oliveiras, como costumava fazer (Lucas 22:39), certamente orou ao Pai e descansou.
Naquela mesma noite, enquanto o Mestre dormia, um casal decidia efetivar um pecado planejado.
Mais uma vez a equação escolhas e consequências entrava em ação, mais uma vez.
Naquela mesma noite alguém saiu de casa, flagrou o adultério e decidiu apresentá-la aos religiosos, mesmo sabendo que a mulher seria morta.

Nossas escolhas podem levar alguém à morte, inclusive nós mesmos!

Naquela noite religiosos estavam disponíveis para julgar, condenar e sentenciar.

Quando o objetivo é destruir uma vida sempre se encontra alguém disponível para ajudar.

Desenvolvimento.
1.        O amor é mais forte que a lei (v.5)
II Corintios 3:6
6 - O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
O amor é maior que a lei. O que todos não esperavam é que ele estaria ali. Estaria com vestes de um judeu e calçando as sandálias da paz.
A atenção foi desviada. O amor atrai a atenção para si. Ele se deixa questionar. Ele se deixa odiar. A noite daquela mulher levantou voo e gentilmente pousou sobre aquele judeu.

2.        A graça foi disponibilizada para os religiosos (v. 6)
Mesmo após ser confrontado, questionado e testado, Jesus continuou escrevendo, como que dando tempo a eles para recuarem, reavaliarem sua escolha.
I Corintios 10:13
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

3.        A pedra era para Ele (v.7)
Isaías 53:4
4 - Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
A pedra não era mais para ela. A pedra era para ele. Ele já atraía para si as nossas dores, nossas transgressões, nossas iniquidades. O seu castigo era tão somente ser o amor vestido em pele humana.

4.        O centro (v.7)
Aquela mulher estava no centro, era o centro das atenções, Jesus colocou todos no centro, Jesus não afirmou que ela era inocente, ele afirmou que todos eram culpados.
Jesus revela a justiça de Deus, não a dos homens.

5.        Nova oportunidade aos religiosos (v.8)
Novamente volta a escrever, sem olhar para eles, dá mais tempo para reavaliarem suas vidas.

6.         A graça dialoga e absolve (v.10)
Apenas pela graça, visto que o pecado separou o homem de Deus, é que torna-se possível o diálogo de Deus com o homem. Assim como em tantos outros eventos, a começar pelo Éden, aqui, mais uma vez, o Senhor toma a graciosa iniciativa de conversar com o ser humano, sendo Ele quem é, e nos quem somos.
A graça não questiona a motivação do pecado.
Jesus não fez os famosos “por quês”, Ele não veio para julgar, ALELUIA!
João 12:47
E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.

7.    A graça responsabiliza (v.11)
Não estamos tratando aqui de relativização moral ou de antinomismo (aversão às leis). Estamos tratando sobre a graça que busca na essência e no espírito da lei o seu real significado e propósito. A graça de Deus outorga perdão, mas é acompanhada de um convite à responsabilidade: "não peques mais" (v. 11d).
A superabundância da graça (Rm 5.20) não nos dá o direito de abusar ou de banalizá-la: "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" (Rm 6.1-2)

Conclusão.
Nossas escolhas nos levam a momentos de aflições, de dor e más notícias.
O texto abaixo é parte da música Rocha Minha do Ministério Canto do Céu.
Momentos em que parece que o céu se fechou e as orações não passam do teto.
Os momento de dor e de luta são preciosos, porque:
Nos vales Ele se revela como esconderijo;
Nos desertos Ele se revela como chuva fresca que cai sobre nós;
Porque é necessário a dor para que Ele seja nossa alegria;
Porque é necessário a escassez para que Ele seja nossa suficiência;
Porque é necessário ser estéril para que Ele seja nossa herança;
Porque é necessário ter nada para que Ele seja o nosso tudo;
O Senhor quer uma igreja que olhe para Ele e diga: O SENHOR É TUDO.

Jesus é o mesmo Deus, Ele não se ausenta no sofrimento, não se isenta.
Ele é o mesmo Deus que abriu os braços na cruz para dizer:
·         Eu estou contigo;
·         Eu não te abandono;
·         Eu te sustento;
·         Eu te fortaleço;
·         Eu sou a tua fortaleza;
·         Eu sou teu refúgio;
·         Eu sou teu sustento;
·         Eu sou o Deus que te sara;
·         Eu sou o Deus que te cura;
·         Eu sou teu companheiro;
·         Eu sou teu amigo;
·         Eu sou teu abrigo.

Pr. Eduardo Henrique

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo MacArtur
Bíblia de Estudo Plenitude
Bíblia de Estudo Dake
Novo Testamento Interlinear (SBB)




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

É POSSÍVEL!



É possível pregar sobre santidade sem sufocar as pessoas;
É possível pregar sobre a graça sem promover a libertinagem;
É possível viver o Evangelho do Reino de Deus sem transformá-lo no evangelho do reino dos homens;
É possível apascentar um rebanho livre do padrão humano e "preso" ao padrão divino;
É possível ensinar as pessoas a pensar sobre o que creem sem perdê-las de vista;
É possível ser santo sem ser frustrado;
É possível ser santo e ser alegre;
É possível...
É possível...
É possível, é difícil, mas quem disse que o céu é fácil?

Pr. Eduardo Henrique

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Refino da Prata


"E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça."
Malaquias 3:3

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um grupo de estudo bíblico que ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e à natureza de Deus.
Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.
Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assisti-lo trabalhar, ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.
Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar e explicou que, no refinamento da prata é preciso que a segure bem no centro da chama, onde é mais quente e assim queima-se as impurezas.
A mulher pensou sobre Deus, que às vezes segura-nos em situações “quentes” e pensou novamente no versículo: “E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...”
Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.
Ele disse que sim; que não somente tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que precisava, também, manter seus olhos fixos o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.
A mulher ficou em silêncio por um momento e então perguntou: Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?
Ele sorriu e disse: Ah, isso é fácil...
Sei que está totalmente purificada quando vejo minha imagem nela.
Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre ti e que Ele vai tratar sua vida até que veja se veja em você.

Autor desconhecido.
Enviado por email pela irmã Beninha, minha adorável mãe.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

GRAÇA E SANTIDADE – ALIANÇA ETERNA














GRAÇA E SANTIDADE – ALIANÇA ETERNA

Texto básico: II Corintios 6:1
E NÓS, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão.

Introdução:
Temos recebido do Senhor a convicção de que devemos ser agentes multiplicadores de Sua graça, temos falado sobre essa graça que muitas vezes é incompreensível, estamos no tempo da graça, precisamos vivê-la, e nesta noite vamos aprofundar mais um pouco esse tão maravilhoso assunto, pois ele é inesgotável.

Desenvolvimento.
Somos o que somos hoje exclusivamente pela graça, mesmo aqueles que se acham extremamente pecadores, pois ainda estão vivos pela graça da vida.
O Ap. Paulo, como crente, alegrava-se em dizer: "Mas pela graça de Deus sou o que sou". (1º Coríntios 15:10).
Numa obra de graça, o Espírito Santo, pelo poder de convicção das Escrituras, dá ao pecador uma visão de si mesmo, e em seguida, livra o pecador da frustração resultante, ao lhe dar uma visão de Cristo, através da luz do evangelho. Um velho Puritano certa vez clamou: "Ó, onde estaria eu, se não tivesse olhado para Cristo?"
Muitos teólogos históricos tentaram definir o indefinível, a GRAÇA, e desse esforço surgiram expressões maravilhosas, vou citar uma delas:
"Graça e amor são essencialmente o mesmo, sendo que graça é o amor se manifestando e operando em certas condições, e adaptando-se a certas circunstâncias. O amor não tem limite nem lei como tem a graça. O amor pode existir entre iguais, ou pode ir até aos que estão acima de nós, ou descer aos que estão abaixo de nós. Mas a graça, por sua natureza, só conhece uma direção. Ela desce aos que estão abaixo; é amor de verdade, mas amor às criaturas, portanto humilhando-se. O amor de um rei por seus iguais ou pelos outros do palácio real é amor. Mas seu amor aos súditos é graça. É por este motivo que o amor de Deus é chamado de graça", Alexandre Whyte, um pastor escocês que viveu no fim do século 19 e faleceu em 1921.
Ainda apresentamos três aspectos sobre a graça:
Primeiro: Aquele que dá graça é Alguém gracioso. Ele é tão belo, Ele é tão gracioso. Há uma graça tal n’Ele que ela arranca adoração de nós;
Segundo: Aquele que dá graça não é apenas gracioso, mas Ele dá graça de uma forma tão graciosa que ela é gratuita, é para todos;
Terceiro: Na própria palavra graça há o elemento de que aqueles que receberam graça serão tão transformados, tão afetados, tão tocados que agradecerão a Deus. O terceiro significado nos mostra que haverá uma resposta daqueles que receberam graça. Há uma correspondência, pois no verdadeiro significado de graça há um elemento de responsabilidade. Depois de recebermos a graça de Deus, espera-se que sejamos graciosos. Espera-se que sejamos responsáveis para que não façamos mau uso, abusemos ou desperdicemos a graça de Deus.
Quando recebemos a graça de Deus, ela é gratuitamente dada a nós, mas não podemos recebê-la em vão. Há algo que deve vir disso. Deus nos chamou de acordo com Seu propósito. Ele não nos deu graça sem nenhum propósito. Ele não nos deu graça sem nenhum requerimento futuro. Realmente, muito embora a graça nos seja dada gratuitamente, há um comprometimento, observe bem que não é um pagamento, pois se assim fosse não seria graça. Quando Deus nos dá graça, Ele confiou algo a nós; ou podemos dizer que Ele confiou a Si mesmo a nós.
1.    A graça nos deu a vida.
Romanos 6:23
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.
Graças a Deus recebemos esta vida graciosa. Recebemos esta vida eterna, e com esta vida eterna estamos capacitados a ter comunhão com Deus. Por causa desta vida somos chamados filhos de Deus. E somos verdadeiramente Seus filhos, não apenas pelo nome, mas pelo novo nascimento; somos nascidos na família de Deus; somos nascidos no reino de Deus. Por meio desta vida estamos capacitados a viver sobre a Terra vitoriosamente, graciosamente, fazendo a vontade de Deus, agradando-O. Em outras palavras, o maior dom que Deus deu ao homem é a vida, e essa vida está em Seu Filho. E essa vida não é outra senão a do próprio Filho.
1ª João 5:12.
Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Colossenses 1:27
Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;

2.    Essa graça precisa crescer.
A graça é dada uniformemente. Todos têm igualmente, mas a forma como tratamos a graça, a forma como nos relacionamos com a graça, a forma como negociamos com a graça faz uma grande diferença.
Alguns recebem sua porção da graça e não crescem nela, antes a sufocam com argumentos humanos. É POSSÍVEL CRESCER NA GRAÇA. É PRECISO CRESCER NA GRAÇA! Como também é possível decair da graça.
II Pedro 3:17-18
17 - Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;
18 - Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

3.    A graça nos leva a trabalhar por Cristo.
I Corintios 15:10
Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
Uma das maneiras de amarmos ao Senhor é termos responsabilidade com aquilo que Ele nos concedeu para trabalharmos, a graça é a maior arma do crente contra o pecado e a favor de outras vidas.

4.    A graça nos transporta do temor para o amor a Deus.
Você teme o Senhor ou você O ama? Isso irá determinar quão responsável você é. Se você realmente O ama, você não precisa que ninguém diga a você para ser responsável, você será responsável. Mas se tudo o que temos é um temor, muito embora saibamos que um dia haverá reconhecimento, ainda não compreendemos a essência da graça.
Romanos 8:14-16
14 - Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 - Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 - O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

I João 4:18-19
18 - No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
19 - Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.

Conclusão.
II Corintios 9:6-8
6 - E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.
7 - Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
8 - E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;
Precisamos semear, não só materialmente como citado no versículo 7, mas amor, santidade, fidelidade, compromisso, não por necessidade, mas por amor.
Mas como fazer isso se tenho pecado tanto? Se desisti de viver pela graça? Se entreguei os pontos e joguei a toalha?
Romanos 5:20-21
20 - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;
21 - Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

GRAÇA, SANTIDADE E RESPONSABILIDADE CONVIVEM NUMA ALIANÇA ETERNA. NUNCA PODEM SER DIVORCIADAS.

Pr. Eduardo Henrique
Ministrada no MBLemuel no dia 07 de junho de 2012.

BIBLIOGRAFIA:
Bíblia de Estudo Plenitude
Bíblia de Estudo Dake
Bíblia Hábil